John Bunyan
- Por
- Marcos Teixeira
John Bunyan (1628 – 1688), nasceu em Elstow próximo a Bedford na Inglaterra. Depois de passar por vários conflitos pessoais e familiares durante a juventude, desvinculou-se da Igreja Anglicana e tornou-se pastor de um grupo independente.
Casou-se duas vezes e teve seis filhos: quatro com Mary e dois com Elizabeth. Por sua rebelião contra a igreja oficial, foi preso duas vezes. Durante o segundo período de cárcere deu início ao texto de O peregrino, cuja primeira parte foi lançada em 1678.
John Bunyan imaginou uma história que fortalecesse a si mesmo, a família e a congregação. A segunda parte, publicada sob o título A peregrina, foi lançada em 1684. Uma terceira parte falsamente atribuída a Bunyan apareceu em 1693. “O Peregrino” foi a alegoria cristã de maior sucesso da história e como a Bíblia foi largamente traduzida para outros idiomas.
John Bunian era um homem de pouca instrução escolar. Ele seguiu a profissão do pai de concertar tachos e panelas e serviu no exército parlamentário de 1644 a 1647.
Ele foi recebido na igreja batista de Badford pelo batismo por imersão em 1653.
Em 1655 Bunyan tornou-se diácono e começou a pregar, alcançando grande sucesso. Em 1658 ele foi indiciado por pregar sem ter licença. As autoridades foram tolerantes com ele por um tempo e ele não sofreu impedimentos ou prisão até novembro de 1660 quando foi levado para a prisão de Silver Street, Bedford, onde ficou confinado (com algumas exceções semanais em 1666) por 12 anos até janeiro de 1672. Bunyan posteriormente tornou-se pastor da igreja de Bedford. Em março de 1675 ele foi novamente preso por pregar publicamente sem licença, neste tempo ficou confinado na torre da prisão. Após seis meses foi libertado não sendo mais importunado pelas autoridades.
Bunyan escreveu muitos outros livros, incluindo um que discutia sua vida íntima e revelava sua preparação para obra designada Grace Abounding to the Chief of Sinners (1666).
Bunyan tornou-se um pregador popular bem como um autor muito prolífico, embora a maior parte de sua obra consista de extensos sermões. Na teologia ele foi puritano. Não foi um erudito, exceto na Palavra de Deus, que ele conhecia inteiramente.
Foi pastor em Bedford por dezesseis anos, morreu em Holborn e foi sepultado em Bunhill Fields. O relato a seguir, da sua morte, é de George Offor escrito em suas memórias, de 1862.
O tempo foi chegando em que, em meio à sua utilidade, e com pouco aviso, ele seria convocado para o descanso eterno. Ele foi gravemente acometido da perigosa pestilência que em anos anteriores havia devastado o país, chamada de doença do suor, uma doença tão misteriosa e fatal quanto a cólera seria em tempos posteriores. A doença foi acompanhada por uma grande prostração da força; mas, sob a gestão cuidadosa da sua afetuosa esposa, sua saúde foi suficientemente restaurada para lhe permitir responsabilizar-se por uma obra de misericórdia; cuja conclusão, como um abençoado fechamento à sua incessante obra terrena, faria com que ele ascendesse ao seu Pai e seu Deus para ser coroado com a imortalidade. Um pai tinha ficado gravemente ofendido com seu filho, e tinha ameaçado deserdá-lo. Para evitar o duplo dano de um pai morrer com ira contra seu filho, e a horrível consequência para um filho de ser arrancado de seu patrimônio, Bunyan novamente aventurou-se, em seu debilitado estado, na sua obra costumeira de conquistar as bênçãos de um pacificador. Ele fez uma viagem a cavalo até Reading, sendo aquele o único modo de viajar naquela época, e foi recompensado com sucesso. Regressando para casa passou por Londres para transmitir as gratificantes notícias, quando foi apanhado por um grande volume de chuvas, e, em exaustão, encontrou um agradável refúgio na casa de seu amigo cristão, o senhor Strudwick, e foi ali acometido de uma febre fatal. Sua tão amada esposa, que tinha clamado tão fortemente por sua liberdade junto aos juízes, e com quem ele estava unido há trinta anos, estava distante dele. Bedford ficava então a dois dias de viagem de Londres. Provavelmente, a princípio, seus amigos tinham esperanças de uma rápida recuperação; mas quando o golpe veio, todos os seus sentimentos, e dos seus amigos, parecem ter sido tão absorvidos pelas aguardadas bênçãos da imortalidade, que não temos registros que indiquem que sua mulher, ou algum de seus filhos, tenham visto ele atravessar o rio da morte. Existe abudante testemunho de sua fé e paciência, e de que a presença de Deus estava claramente com ele.
"Suas últimas palavras, enquanto lutava com a morte, foram: 'não chorem por mim, mas por vós...'"
Ele suportou seus sofrimentos com toda a paciência e coragem que poderia se esperar de um homem assim. Sua resignação foi exemplar; suas únicas manifestações foram: “um desejo de partir, de ser desfeito, de estar com Cristo”. Seus sofrimentos foram abreviados, sendo limitados a dez dias. Ele usufruiu de uma disposição mental santa, desejando que seus amigos orassem com ele, e unindo-se fervorosamente a eles neste exercício. Suas últimas palavras, enquanto lutava com a morte, foram: “não chorem por mim, mas por vós. Eu vou para o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sem dúvida, através da mediação de seu bendito Filho, me receberá, apesar de pecador, no lugar onde espero que em breve estejamos reunidos, cantando um novo cântico, e permanecendo eternamente felizes, num mundo sem fim. Amém”. Ele sentiu o chão firme a seus pés na passagem do rio negro que não tem ponte, e seguiu o seu peregrino para dentro da cidade celestial em Agosto de 1688, no sexagésimo ano da sua vida. As circunstâncias do seu pacífico falecimento são bem comparadas pelo Dr. Cheever com a experiência de Esperança, quando este foi chamado pelo Senhor a atravessar o rio - o grande sossego, o firme fundamento, o discurso aos espectadores - até que sua expressão mudou, seu homem forte rendeu-se, e suas últimas palavras foram: “Recebe-me, porque eu venho a ti”. Então houve alegria entre os anjos enquanto saudavam o herói de tantos combates espirituais, que conduziu sua alma errante na jornada para a Nova Jerusalém, a qual ele tinha descrito de forma tão bonita como “a cidade santa”; e então houve nele pasmo e assombro ao descobrir quão infinitamente aquém sua descrição tinha ficado da jubilosa realidade.

Acesse: A Última Mensagem de John Bunyan
Alguns trabalhos de Bunyan:
- A Few Sighs from Hell, or the Groans of a Damned Soul, 1658
- A Discourse Upon the Pharisee and the Publican, 1685
- A Holy Life
- Christ a Complete Saviour (The Intercession of Christ And Who Are Privileged in It), 1692
- Come and Welcome to Jesus Christ, 1678
- Grace Abounding to the Chief of Sinners, 1666
- Light for Them that Sit in Darkness
- Praying with the Spirit and with Understanding too, 1663
- Of Antichrist and His Ruin, 1692
- Reprobation Asserted, 1674
- Saved by Grace, 1675
- Seasonal Counsel or Suffering Saints in the Furnace – Advice to Persecuted Christians in Their Trials & Tribulations, 1684
- Solomon's Temple Spiritualized
- Some Gospel Truths Opened, 1656
- The Acceptable Sacrifice
- The Desire of the Righteous Granted
- The Doctrine of the Law and Grace Unfolded, 1659
- The Doom and Downfall of the Fruitless Professor (Or The Barren Fig Tree), 1682
- The End of the World, The Resurrection of the Dead and Eternal Judgment, 1665
- The Fear of God – What it is, and what is it is not, 1679
- The Greatness of the Soul and Unspeakableness of its Loss Thereof, 1683
- The Heavenly Footman, 1698
- The Holy City or the New Jerusalem, 1665
- The Holy War – The Losing and Taking Again of the Town of Man-soul (The Holy War Made by Shaddai upon Diabolus, for the Regaining of the World), 1682
- The Life and Death of Mr Badman, 1680
- The Pilgrim's Progress, 1678
- The Strait Gate, Great Difficulty of Going to Heaven, 1676
- The Saint's Knowledge of Christ's Love, or The Unsearchable Riches of Christ, 1692
- The Water of Life or The Richness and Glory of the Gospel, 1688
- The Work of Jesus Christ as an Advocate, 1688









Igreja 








